Visão Crítica

 

A discussão dos caminhos musicais, da racionalidade sobre conteúdos evolutivos da cultura voltados para uma teoria cientificista, é notória em sua narrativa. Ao contrário de Oswald de Andrade e Plínio Salgado , ele levanta argumentos da inexistência de influência da música indígena na formação da música popular do Brasil . Afirma que o negro brasileiro criou um folclore musical original, mas absorveu da canção portuguesa seu "formulário melódico" (Azevedo, 1950:19) e discute a "folcmúsica brasileira", alegando que está dividida em dois caminhos, chamados por ele de "cabocla" e "negra". A cabocla resulta da "estratificação étnica multissecular", concentrada nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte; a negra está distribuída na Bahia e em regiões de mestiçagem. Argumenta que a música cabocla é monódica, com resíduos dos antigos modos, e a negra possui exclusiva autenticidade nacional (Azevedo, 1950:22).