A Música Nacional nos Textos de Época

 

Em seus textos mais relevantes, Luiz Heitor voltou-se para as origens e as identidades nacionais da música. Dialogou com o ideário da arte engajada que Mário de Andrade compartilhava com parcela significativa dos "homens de cultura". Tratava-se da corrente romeriana, na qual se encontram artistas, literatos e historiadores, como Di Cavalcanti, Oswald de Andrade e Renato Almeida.

Essa corrente, no final da década de 1910, baseia-se na modernidade européia do início do século XX, onde o surgimento das transformações sociais e científicas reestruturou o cotidiano, em decorrência do desenvolvimento da era industrial, num período compreendido entre o fim do século XIX e o início do século XX. Intelectuais e artistas brasileiros foram estimulados pelas transformações dos movimentos modernistas e ou futuristas europeus.